Viagens de incentivo

set 12, 16 Viagens de incentivo

Em um mundo com tantas cidades praianas e cenários paradisíacos, talvez a cidade de São Paulo não esteja entre os destinos mais visados por aquelas empresas que planejam incentivar funcionários que desempenharam um trabalho acima das expectativas. Em um cenário de crise, porém, esta pode ser uma alternativa certeira para injetar ânimo em um setor trivial da empresa quando tempo e dinheiro parecem ainda mais valiosos.

“Fazemos desde test drive em Ferrari e Porsche na capital até passeio de balão pelo interior do Estado”, conta o diretor da agência de viagens de incentivo da Alatur JTB, a Honour, Gilmar Pinto Caldeira.

Dado que a Honour foi lançada em fevereiro deste ano, ainda não há um comparativo anual para estimar o incremento da procura por viagens a São Paulo, observa o executivo de longa data, mas é nítida a busca crescente da capital financeira do País como alternativa de lazer a colaboradores de empresas, em especial, de serviços financeiros e de bens de consumo.

Emerson Souza
O diretor da agência de viagens de incentivo da Alatur JTB, a Honour, Gilmar Pinto Caldeira
“Bancos se interessam pelos programas. Não dá para tirar 50 ou quem sabe 100 gerentes de agência para viagem de incentivo. Então, o ideal é fazer grupos menores, e com frequência menor, que ficam duas ou até quatro noites”.

Antes do aumento da procura da cidade a viagens de incentivo, os grupos ficavam períodos mais longos tanto na capital quanto em cidades de até um raio de 200 quilômetros de distância.

“Antigamente, viagens de incentivo eram relativamente simples, pois ninguém sabia de viagens. O máximo que se tinha sobre isso eram informações sobre a Disney”, brinca Caldeira. “Mas hoje o mercado é mais diversificado, e as empresas de incentivo precisam oferecer experiências – algo que a pessoa não consegue por si ou apenas com o dinheiro, como jantar em um vagão de trem, um roteiro intenso em restaurantes sofisticados, experiências sensoriais e lugares de movimento.”

Nas programações, além de hotéis de alto padrão e passeios pouco acessíveis, as viagens de incentivo a São Paulo chegam a ter helicóptero como meio de transporte. “Uma nova forma de ver a cidade, de premiar com algo que, se o colaborador tivesse, dificilmente seria junto com as outras atividades descritas no roteiro.”

O executivo completa que as viagens permitem escolhas mais personalizadas aos colaboradores de empresas que levam acompanhantes, como passeios individuais ao autódromo de Interlagos para pilotar um carro de Fórmula 1 enquanto o cônjuge desfruta um dia de spa.
Matéria: http://www.panrotas.com.br/viagens-corporativas/mice/2016/09/s-atildeo-paulo-e-destino-em-viagens-de-incentivo_129534.html

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